Música e Liturgia - 5. Quais os erros mais comuns no uso da música?

Out of toneApercebemo-nos, com muita alegria e gratidão, de que há bons grupos corais e muito trabalho de formação realizado na nossa Arquidiocese pela Comissão para a Celebração da Fé, pelos párocos, pelos responsáveis dos grupos corais e, especialmente, pela perseverança e amor de cada membro destes grupos, que anos a fio, de verão e de inverno, deixam o seu lar e se reúnem, todas as semanas, para ensaiar e para celebrar.

Num espírito de autocorreção e de correção fraterna, enumeremos alguns erros muito comuns no uso da música litúrgica:

1.Não respeitar o justo andamento dos cânticos

É um dos erros mais comuns. Muitas vezes canta-se demasiado lento, outras exageradamente apressado. Há cânticos bons que ficam completamente estragados pela fraca interpretação.

2.Não respeitar o ritmo e a dinâmica das palavras

Este erro acontece mesmo em coros com alguma preparação, quando, por exemplo, se acentuam sílabas finais que, normalmente são átonas (leves) por natureza.

3.Má articulação do texto

O que o torna pouco claro e compreensível. Muitas vezes, também não se respeita o ritmo da frase, respirando em momentos inadequados.

4.Não se respeitar a música que está escrita,

Roubando tempo nos pontos de aumentação.

5. Em geral, os coros não são “motor” da assembleia, estão desligados.

O regente do coro preocupa-se com o coro e não se ocupa da assembleia celebrante: antes de cada celebração dominical falta assegurar um breve mas pedagógico ensaio/acolhimento à assembleia, sobretudo do salmo responsorial.

6. Desafinação

Um dos erros mais aflitivos, especialmente nas notas agudas. Com ensaios e perseverança é possível melhorar. Mesmo se o importante é darmos tudo, mesmo que o nosso tudo seja pobre!

7. É necessário preparar mais pessoas para exercer o ministério da música sacra

Sendo essencial a existência e ação de um responsável ou líder da pastoral litúrgica na paróquia. Em comunhão com o pároco, procura criar harmonia entre grupos e entre os diferentes ministérios litúrgicos.

8. É importante prestar mais atenção às crianças:

São as que estão mais recetivas e que aprendem melhor. Um coro de crianças numa paróquia é uma verdadeira bênção de Deus!

9. É preciso aproximar a liturgia dos jovens,

dando-lhes mais espaço e os jovens da liturgia, convidando-os para o grupo coral já existente ou formando um grupo coral juvenil.

10. Temos a obrigação de fazer um esforço por cantar bem,

o que compete, em primeiro lugar, ao presidente da celebração.

Conscientes de que corrigir é, antes de tudo, corrigir-se. Aliás, sempre que acusamos, acusamo-nos! De facto, nem tudo são rosas. Há ainda muita coisa a melhorar. Pela falta de formação musical e litúrgica, em muitos grupos e comunidades cristãs há cedências à ligeireza e à superficialidade. Muitos fazem o que podem, mas contentam-se com os mínimos. É necessário prepararmos mais pessoas para exercer o ministério da música sacra e é também necessária mais atenção e empenho pela nossa parte como pastores. Ouvi da boca do Pe. Marco Frisina, há alguns anos: “Os sacerdotes têm de cantar mais!”. Mais e melhor, se possível!

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