Um contributo pastoral para a formação espiritual, litúrgica e técnico-musical dos jovens, tendo em vista uma participação plena, consciente, ativa e frutuosa na Liturgia e noutros encontros de vida cristã ou momentos de evangelização.

Não podemos esquecer as expressões artísticas, como o teatro, a pintura e outras. «De importância muito peculiar se reveste a música, que representa um verdadeiro e próprio ambiente onde os jovens estão constantemente imersos, bem como uma cultura e uma linguagem capazes de suscitar emoções e moldar a identidade. A linguagem musical constitui também um recurso pastoral, que interpela de modo particular a liturgia e a sua renovação». O canto pode ser um grande estímulo no percurso dos jovens. Dizia Santo Agostinho: «Canta, mas caminha; cantando, alivia a fadiga, mas não te dês à preguiça; canta e caminha. (...) Tu, se progrides, caminhas. Mas progride no bem, progride na verdadeira fé, progride na vida santa. Canta e caminha».

— PAPA FRANCISCO, Cristo vive, n.º 226

Alguns conselhos para a condução de um ensaio

Os ensaios do coro, sobretudo se forem semanais, são uma tarefa que requer muita disponibilidade e coragem, para a além da concentração necessária de forma a que não se tornem enfadonhos. Para isso, os responsáveis pela animação coral litúrgica devem ter todos os aspetos dos ensaios preparados, de maneira a não expor tudo à consideração dos cantores, para não alongar os ensaios com demoras inúteis. Na verdade, um ensaio de cânticos pode ser uma escola de formação a vários níveis: espiritual, teológico-litúrgico e técnico.

Assim, um ensaio poderia decorrer do seguinte modo:

Continuar a ler

  • Visualizações: 71

Música e Liturgia - 5. Quais os erros mais comuns no uso da música?

Out of toneApercebemo-nos, com muita alegria e gratidão, de que há bons grupos corais e muito trabalho de formação realizado na nossa Arquidiocese pela Comissão para a Celebração da Fé, pelos párocos, pelos responsáveis dos grupos corais e, especialmente, pela perseverança e amor de cada membro destes grupos, que anos a fio, de verão e de inverno, deixam o seu lar e se reúnem, todas as semanas, para ensaiar e para celebrar.

Num espírito de autocorreção e de correção fraterna, enumeremos alguns erros muito comuns no uso da música litúrgica:

Continuar a ler

  • Visualizações: 76

Música e Liturgia - 4. Há instrumentos proibidos nas celebrações litúrgicas?

Através da história, a proibição ou aceitação dos instrumentos na liturgia esteve dependente sobretudo da sua conotação psico-sociológica e da sensibilidade da Igreja em cada época.

A Igreja prefere instrumentos que estejam, segundo a tradição, ligados à vida religiosa do ser humano. Ela sabe que os instrumentos usados em determinado contexto assumem o significado desse mesmo contexto. Assim se compreende que muitos instrumentos tenham sido proibidos na liturgia – e continuem a sê-lo – pelo simples facto de estarem conotados com situações ou vivências muito distantes da celebração litúrgica.

Continuar a ler

  • Visualizações: 184

Música e Liturgia - 3. Afinal, o que torna uma música apta para ser usada na Liturgia?

Uma música só é apta para usar na liturgia se ajudar a elevar o espírito dos fiéis a Deus, se fomentar na assembleia o espírito comunitário, se solenizar verdadeiramente as celebrações, enfim, se tem as características exigidas pela Igreja:

  • A santidade: o sentido da oração, da dignidade, da beleza.
  • A bondade das formas, que seja verdadeira arte, que tenha valor objetivo, isto é, que seja fiel às leis da linguagem musical.
  • A adesão aos textos, que ajude a enaltecer o texto.
  • Que seja fator de comunhão, que comova e exalte.

Continuar a ler

  • Visualizações: 169

Copyrights

Todos os conteúdos publicados neste website servem para a formação, celebração e vivência da fé dos jovens, de forma gratuita. Os autores dos textos e dos cânticos autorizam a sua publicação conforme se encontram. Agradece-se que a divulgação destes conteúdos seja acompanhada dos respetivos autores e do endereço deste website: www.cantaecaminha.pt.